Destaque Imprensa — 26 março 2015
É obrigatório marcar hora pelo site para pedir o benefício, mas é preciso tentar vários dias para conseguir data
Em fevereiro, número de concessões caiu 9% sobre o mesmo mês de 2014, mesmo com desemprego em alta
Em meio à crise fiscal do governo e à desocupação em alta, os trabalhadores demitidos encontram uma dificuldade adicional: dar entrada no seguro-desemprego.
Desde meados do ano passado, o serviço só é realizado, nas agências do Ministério do Trabalho, com agendamentos pelo site do órgão.
O problema é que a agenda quase sempre está lotada ou indisponível –entrave que se intensificou neste ano, após o anúncio de mudanças no benefício para preservar recursos do Tesouro.
Alguns trabalhadores ficaram até um mês para conseguir marcar uma data. Quando conseguem, é sempre para 15 dias à frente. Muitos varam noites em frente ao computador, pois a agenda só é liberada à meia-noite e rapidamente as vagas se esgotam.
O Ministério do Trabalho afirma que não há problema no site, mas que “pode ocorrer indisponibilidade de agenda para o dia solicitado”. Diz ainda que o sistema é renovado à meia-noite, abrindo uma nova agenda para o próximo dia disponível.
 
CONCESSÕES
Em fevereiro, o número de concessões de seguro-desemprego caiu 9% em comparação com o mesmo mês de 2014, mesmo com o desemprego em alta. Segundo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, foram fechadas 2.415 vagas formais em fevereiro, pior resultado para o mês desde 1999.
Com um “buraco” no FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), fundo responsável pelos benefícios, os repasses do Tesouro para pagar o seguro-desemprego têm crescido –o que o governo tenta evitar em seu programa de ajuste fiscal. Foram R$ 13,8 bilhões em 2014. A previsão é de R$ 17,2 bilhões para 2015 (incluindo o abono salarial).

Share

About Author

Bel

(0) Readers Comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *